Wednesday, May 14, 2008

Pena de morte: sim ou não?
























Venho aqui lançar mais um tema polémico. E que tem muito que se lhe diga.
Em primeiro lugar, vou expôr as razões pelas quais sou a favor. Julgo que há crimes que não deveriam ter outra solução que não a pena de morte. Por exemplo, o caso recente do Austríaco, também conhecido como O Monstro. Há muita gente por aí que não merece viver. Cometeram crimes de tal ordem (assassinatos, violações, atentados bombistas...) que não merecem continuar a ter um lugar na nossa sociedade, nem que seja atrás das grades. Sim, porque eu não acredito na "reabilitação" dos criminosos... Nem eu, nem quase ninguém!
Este post vem na sequência de um artigo que li na Super Interessante há pouco tempo, e em que se falava que as execuções muitas vezes são mal feitas. Demoram demasiado tempo, ou então são mal conduzidas, em termos dos fármacos administrados, resultando ambas num sofrimento maior para o paciente. Isto para não falar dos erros lamentáveis que acontecem (cada vez menos vezes, graças aos avanços da ciência), executando alguém que estava inocente. E depois já não se pode voltar atrás.
Não imagino nada mais horrível que executar alguém inocente. Mas também me custa que se dêem novas oportunidades a quem não as merece. Sim, porque essa história de "todos merecem uma segunda oportunidade" não se aplicaria se alguém vosso amigo ou familiar tivesse sido morto/violado/espancado... Aos meus olhos, essa pessoa só mereceria a morte. Acho que aqui se aplica muito bem o ditado "olho por olho, dente por dente". Felizmente, posso dizer que nunca vivi uma situação destas, mas alguns amigos meus sim, e quando assim é, gostaríamos mesmo de poder fazer justiça com as nossas mãos...
Aloha

5 comments:

Anonymous said...

Tema proeminente, sim senhora.

Cá para mim tu estás é indecisa... dizes que és a favor, mas por outro lado assinalas argumentos de quem é contra. E a propósito disso, devias ver o filme "The Life of David Gale", em português, "Inocente ou Culpado". É sobre este tema. Depois volta a reflectir sobre o assunto. :)

E posso dizer-te que sou contra. Uma das razões é muito simples, e até pego num exemplo teu. O caso do diabo austríaco (ver capa da visão). Ele não merece morrer. Isso seria uma saída fácil demais. Ele merece passar o resto da vida preso numa cave, sem luz, com correntes ao pescoço, de modo que possa chegar à água e alimentos. E claro, volta meia devia ser empalado.

Há outros casos em que sim, possa ser dada uma 2ª oportunidade (mas não tem que existir sempre). Há outros casos em que até pode ser uma penitência à inocência. Mas nunca seria uma decisão justa. Nem nesse caso, nem em nenhum outro. Porque, acima de tudo, nenhum humano tem o direito de decidir o fim da vida de outro humano, por mais desumano que possa ser.

Ana said...

"nenhum humano tem o direito de decidir o fim da vida de outro humano" ---> é uma frase bonita, mas não consigo concordar com isso... se por acaso matassem alguém mto teu amigo, assim do nd, a coisa ke mais kerias era ver essa pessoa morta. n te contentavas ke lhe dessem meia duzia de anos de prisão, e dps com bom comportamento, até saía antes de cumprir meia pena... afinal é o ke acontece cá em PT.

Atenção, n tou a dizer ke todos ke fazem algo de mal, devem morrer. Nos países árabes, eles levam as coisas ao extremo, mas uma coisa é certa, kem rouba, jamais roubará, pois fika sem mãos :P

Quanto ao diabo austríaco, esse de facto seria um castigo exemplar para ele, mas será que lhe vão fazer isso? tenho dúvidas...

E quanto aos nossos pedófilos de cá? Carlos Cruz, Jorge Ritto... mereciam ser violados todos os dias, até ao fim da vida deles...mas não, tiveram presos, com direito a todos os luxos...isso n é justiça. e pra ser assim,é preferível executar as pessoas. é a unika garantia de ke n voltarão a fazer o mm erro!

Ana said...

morte?? naaa.. eu axo k lhe deviam cozer os tomates kdo ainda tavam agarrados ao corpo e depois sim.. arranca-los.. ao dito cujo? axo k era bom dar uso a um ralador de cenoura ou klk coisa do genero... mas claro.. deixando-o vivo e sem genitais.. dps para alem de trabalhos forçados a que devia ser sujeito, ser violado (pa n usar outro termo) com algo na ordem dos 10 cm de diametro envolto numa pasta de coisas que dessem bastante ardor e comichão. A morte e demasiado facil...

correia said...

é realmente 1 tópico mt dificil.
a minha opinião, que pode chocar algumas pessoas, é: amor com amor se paga. ou seja, um assassino merece o mesmo que fez às suas vitimas. ficar vivo, parece-me, é injusto. eu acho que a prisão perpétua não é solução.
enfim..
bj ana

B' said...

Se alguém fizesse algo a quem eu amo, eu iria querer que esse alguém morresse/sofresse. Pois iria. Esse alguém é um ser vivo nojento, que merece tudo de mal. Mas por saber que ia ficar com essa revolta, iria lutar contra isso. Acho que ao desejar que matem alguém, estou a dar razão a esse alguém. Não estou a ser superior, estou a fazer jogo sujo, estou a ser tão criminosa quanto esse alguém. Se queremos um mundo melhor, temos de lutar por ele. Temos de seguir certos princípios. E um dos meus princípios é o direito à vida. Todos têm o direito à vida. Se alguém mata, deve ser punido, severamente. Mas tem o direito à vida, nem que seja para perceber esse direito e o que tirou a outra pessoa.

Agora, uma coisa que vi aqui e que leva muitas pessoas em confusão: há uma diferença em “concordar” com a pena de morte porque a outra hipótese é ir para a prisão e cumprir meia dúzia de anos e sair mais por bom comportamento, e em concordar com a pena de morte por achar que é o mais correcto. No primeiro caso, algo está mal: a aplicação das leis; e não é a pena de morte que vai resolver isso. Tem-se é que resolver a forma como as penas são aplicadas e cumpridas.

Concluindo, não digo com toda a certeza, mas acho que concordo com a prisão perpétua. Em casos extremos: de violação, homicídio, etc. Prisão perpétua em que não teriam a possibilidade de fazer mal a mais ninguém, iriam trabalhar a serio dentro da prisão, iriam ter condições mínimas (mas humanas, mesmo que não mereçam). Mas nunca, nunca, a pena de morte.