Saturday, May 28, 2011

Back from Yugoslavia

































































































































































And already missing it!
Tanta beleza encerrada naquele cantinho da Europa... Fala-se de tanta coisa, mas nunca tinha ouvido falar que as maiores cascatas da Europa se situavam no coração da Bósnia, nem tão pouco que o segundo maior canyon do mundo ficava no Montenegro. É bom saber que estes recantos permanecem longe das massas de turismo, mas é uma pena que se fale tão pouco destes países.
Fiz um road trip de cerca de 3500 km pela Croácia, Bósnia, Montenegro e Sérvia, e pude visitar locais fascinantes. Tive de tudo: montanha, mar e cidade.
O nível de vida nestes países permite fazer umas boas férias a um preço mais do que acessível, as pessoas são super simpáticas, ainda que, com excepção da Croácia (e apenas nas zonas mais turísticas) poucas saibam Inglês, mas acreditem, aos poucos, vocês vão-se entendendo com eles e com o fantástico alfabeto cirílico. Ao contrário do que muita gente pensa, são países muito seguros para se andar, apesar da miscelânea de etnias e religiões que ali se cruzam. Algum cuidado a ter nas zonas fronteiriças com a Albânia e o Kosovo, mas na generalidade, senti-me mais segura do que noutras cidades Europeias (incluindo Lisboa).
Os sinais de guerra são ainda visíveis em muitas zonas, especialmente na Bósnia e na Croácia. Apesar de a guerra ter terminado há 15 anos, muitas casas estão ainda em construção. Outras tantas vão mesmo permanecer destruídas, tanto para não esquecerem a guerra sangrenta que ali se travou (e evitar que ocorra novamente), como por questões práticas. É difícil imaginar, para quem não passou por uma guerra, e ainda mais em países ocidentalizados, nos custos de demolição associados a milhares de casas e edifícios... Assim, a solução adoptada foi a de construir ao lado ou à frente do que havia sido destruído. A maior parte das casas que sofreram "apenas" ataques de tiros continuam habitadas.
Escolhi algumas fotos da viagem que fiz e que não conseguem fazer, na maior parte dos casos, jus à beleza das paisagens observadas.
Uma viagem a não perder, para quem, como eu, gosta de explorar um pouco mais da Europa.
Aloha

Saturday, May 7, 2011

Férias!!!





















Um prémio para quem adivinhar o local da foto. Pois é, será um dos meus destinos agora em Maio, durante as primeiras férias do ano! Andarei a passear por lá e pelas redondezas, que é como quem diz, pelas fronteiras mais próximas ;)
Aloha

Friday, April 29, 2011

Sugestão de leitura





















E de choro! Sim, porque nunca me lembro de um livro me ter deixado assim... Tão triste, tão perturbada, mas ao mesmo tempo tão feliz, e com vontade de valorizar ainda mais cada minuto que passo com os meus meninos (vulgo gatos).
Chorei copiosamente nos últimos 2 ou 3 capítulos, não aquando da morte do Casper, mas sobre a descrição fictícia de como é o céu dos gatos, e o que acontece quando morrem. E sim, sou do mais céptica que há quanto a estas coisas, mas fiquei a imaginar se por acaso fosse como estava descrito no livro, e custou-me muito imaginar que um dia também vou perder os meus... Sempre tive isso presente, e agora que atingiram os 10 anos de idade (todos de boa saúde, felizmente) fico cada vez mais apreensiva quanto ao futuro...
Quando o meu outro gato morreu, estava comigo há 8 anos (desde os meus 8) e custou-me muito, mas com estes ainda seria mais difícil, pois a ligação que tenho com eles é qualquer coisa de extraordinário. Quando ele morreu, debati-me durante algum tempo com o seguinte dilema: arranjar outro gatinho (não para o esquecer, mas para ajudar naquele período de tempo mais difícil) ou esperar bastante tempo até que a dor passasse? Optei pela primeira via e acho que fiz bem. É claro que depois de perdermos um animal de estimação, custa muito arranjar outro, pois sabemos que, dependendo do animal, ele terá um tempo de vida muito limitado, relativamente ao nosso, mas eu achei que seria mais fácil lidar com a dor, dando amor e carinho a outro animal (e foram logo 3!).
Tal como a autora do livro diz e muito bem, temos de pensar nas coisas boas que ficam das relações entre humanos e animais. E isso, por si só, já vale este mundo e o outro!
Leiam o livro - é, de facto, uma leitura apaixonante, para quem ama os animais! Uma boa sugestão para o Dia da Mãe ;)
Aloha

Tuesday, April 26, 2011

Sugestão de leitura





















Já vinha de saída da FNAC quando me deparei com este título. Fanática como sou pelo tema da 2ª Guerra Mundial, não resisti e agarrei-o. Li-o em 2 ou 3 dias, fascinada pelas histórias destas mulheres. Dividido em capítulos, por ordem cronológica, um por cada mulher, permite-nos ficar a saber do lado feminino do Terceiro Reich, desde os seus primórdios até ao culminar da derrota Alemã. São também revelados muitos factos acerca de Hitler e dos seus homens, e do rumo que muitos acontecimentos tomaram. Ao lermos a história, "conseguimos" perceber o fascínio que Hitler teve sobre estas e outras mulheres, que não era diferente da pressão que exercia nos homens, e o porquê de muitas das suas atitudes. É fácil falar e dizer que teríamos feito de forma diferente, que eram pessoas sem escrúpulos, etc., mas a verdade é que a visão e o discernimento se tornam difusos quando alguém tem capacidade para exercer a influência que Hitler tinha. Fosse de que modo fosse. E o senhor Hitler era mau, óbvio que era, mas o modo como ele conseguia captar audiências de milhares de pessoas em comícios políticos - isso ninguém pode negar! Era bom orador, sem dúvida; pena que fosse para levar os seus seguidores por maus caminhos. Mas estejam certos que, tanto ele, como todos os outros que tiveram envolvidos no Holocausto, perderam o controlo do barco. É-nos dado a saber, neste e noutros livros, que as coisas não deveriam ter tomado rumos tão drásticos. No entanto, nestes casos, basta algo sair fora do controlo para não mais se apanhar o comboio que já vai a descarrilar...
Leitura interessante, sem dúvida.
Aloha

Saturday, April 23, 2011

A Cidade Dos Mortos





















A Cidade dos Mortos, no Cairo, é a maior necrópole do mundo.
Um milhão de pessoas vivem dentro do cemitério – em casas tumulares ou nos edifícios que cresceram em redor. Dentro do cemitério há de tudo: padarias, cafés, escolas para as crianças, teatros de fantoches...
A Cidade dos Mortos estende-se por mais de dez quilómetros ao longo de uma auto-estrada, mas não deixa de ser uma aldeia, com mães à caça de um bom partido para as filhas, rapazes a correr atrás das raparigas, disputas entre vizinhos.
Preparado e rodado ao longo de cinco anos (2004-2009), este filme procura dar a ver a alma invisível do cemitério.
Aloha

Sunday, April 10, 2011

Sugestão de leitura





















Esta foi a minha mais recente leitura. Lido com satisfação e num ápice, pois sendo um tema mais que familiar para mim, embrenhei-me de tal forma na história que me era difícil parar.
Escrito por um dos poucos jornalistas com acesso exclusivo à zona de resgate dos mineiros, este livro tem a credibilidade que muitos outros não terão.
Para quem tiver interesse em conhecer os detalhes desta história com final feliz, aconselho vivamente este livro. É de leitura fácil, mesmo para quem não está dentro do tema, e penso que explica de forma clara o modo como foi feito o salvamento dos 33 mineiros.
Aloha

Monday, April 4, 2011

Flatspin - Um apartamento em apuros





















Nem sempre o que parece é ou ninguém é bem quem aparenta ser - são expressões populares sinónimas sobre a aparência que traduzem o enredo criado à volta desta comédia policial hilariante, de Alan Ayckbourn, Flatspin - Um Apartamento em Apuros.
Boas interpretações e divertimento à mistura fazem desta peça uma excelente forma de preencher o final da noite. De momento, em cena no Casino do Estoril.
Aloha

Saturday, April 2, 2011

Camino





















Apesar de já ter estreado há algumas semanas, só ontem tive oportunidade de o ver. E apenas está no Monumental, em Lisboa, pelo que se tiverem interesse, vão vê-lo rapidamente. 10 estrelas, fenomenal, arrebatador! Fiquei sem palavras!
Um drama autêntico, no verdadeiro sentido da palavra - este filme mais parece uma tragédia.
Camino
de Javier Fesser assume aqui uma crítica à Opus Dei, uma instituição da Igreja Católica que pretende divulgar a mensagem de que podemos encontrar Deus no trabalho e na vida quotidiana.
As interpretações são muito boas mas é a de Nerea Camacho (Camino) que se destaca, estando completamente brilhante, fabulosa e angelical. A realização também é muito boa com Fesser a criar uma obra alegórica, chocante, cruel, onírica e contra a Igreja Católica, a Opus Dei e o fundamentalismo religioso em que a Espanha está mergulhada. Camino é polémico e inesquecível, é uma crítica ao fanatismo e obscurantismo religioso mas é também uma reflexão ao amor e à redenção humana.
Para quem, como eu, é contra a religião, essa posição reforça-se ainda mais com este filme.
Uma obra imperdível, na minha opinião!
Aloha

Sunday, March 20, 2011

Casino








Seja porque a crise tomou contornos mais nítidos ou porque o desespero é tal, o certo é que os casinos estão hoje mais cheios do que nunca... Gente nova, de mais idade, ricos que querem ficar mais ricos ou pobres que esperam não ficar mais pobres - todos eles são atraídos para o jogo.
Vocês que lêem isto estão a pensar o seguinte: se eu estou tão a par disto é porque frequento casinos, certo? Não vou mentir... O jogo no casino sempre "agitou aquele bichinho" dentro de mim, ou não tivesse sido a palavra "dinheiro" uma das primeiras pronunciadas por mim, segundo a minha mãe. Óbvio que me atrai o facto de poder ganhar uma grande quantia (o mesmo já não digo do Euromilhões, onde nunca jogo), mas o que mais me atrai ainda, é aquela magia própria do local: as cores, o ambiente, os sons das slot machines (pena que agora já não são com moedas, mas com tickets...) Se alguém souber de casinos onde ainda seja com moedas, é favor dizer!
O jogo bancado também tem o seu fascínio, bem como a arte de o saber jogar (ainda estou a iniciar-me). Mas nada como as máquinas, e sorte ou não, saio de lá sempre a ganhar, ainda que não com quantias avultadas... Para isso teria de investir mais, e não estou disposta a isso. Gosto de lá ir para passar um bom bocado, divertir-me e meter umas notas enquanto tiro outras. Sei bem os meus limites, de modo a nunca sair de lá a perder. O mal é aquelas pessoas que começam com grandes paradas e depois vão perdendo, perdendo, e na ânsia de recuperar o dinheiro perdido, jogam ainda mais... A partir daí, é uma espiral descendente até ficar sem nada.
Se no jogo bancado a sorte tem um grande papel, já nas máquinas, é mais uma questão de probabilidades, embora claro, a sorte também favoreça uns em relação aos outros. Mas andar a escolher máquinas e a controlar o jogo dos outros - é aí que começa a doença! O jogo deixa de ser saudável quando se torna uma obsessão, para a qual se vive unicamente. Pena que os casinos estejam sempre conotados pela negativa, pois para quem sabe os seus limites, podem constituir um passatempo como outro qualquer.
Aloha

Saturday, March 12, 2011

Como o tempo passa...

A minha vida mudou radicalmente no curto espaço de 1/2 anos. Não vou dizer que para melhor nem para pior, mas para algo diferente. Quem diria, há 2 anos atrás, que eu iria estar a viver no Alentejo? E melhor que tudo, a adorar? Como as coisas mudam, como o tempo passa...
Há pouco mais de ano e meio a minha vida era pacatamente passada entre Cascais e Lisboa (só quando tinha MESMO de ir à faculdade) e as minhas tarefas consistiam, para além de estudar, em ir ao ginásio, passear pela praia (quase todos os dias), ir ao cinema... Enfim, aproveitar o melhor do que a vida tinha. Claro está que, como nunca trabalhei (aquele trabalho de Verão que tive uma vez não conta), a disponibilidade financeira era limitada, mas ainda assim, com o dinheiro que recebia e aplicava, bem gerido, ainda dava para muita coisa. As responsabilidades a meu cargo eram tratar dos gatos e da casa (sempre ajudei a minha mãe em tudo, desde aspirar, tratar do jardim, lavar a loiça...) - bastantes, se comparadas com as de muitas amigas, uma vez que grande parte do tempo estava sozinha em casa.
O convite recebido para ir para o Alentejo (primeiro como estagiária e depois como contratada) foi recebido com alguma cepticidade e inflexibilidade da minha parte. Deixar de ir ao ginásio? Não poder ir ao cinema sempre que me apetecer? Ter de fazer as compras todas até às 20h? E fazer isto tudo sozinha? Quer dizer, eu fazia quase tudo sozinha, mas não tinha a meu cargo a responsabilidade de pagar as contas e gerir TOTALMENTE a casa. Foi uma aventura, que correu bem desde o início, pois não só já estava preparada desde há muito, como também pude contar com a ajuda total da minha mãe (para os primeiros tempos mais difíceis, para as mudanças...).
Agora, passado este ano e meio, olho para trás e sinto saudades da minha "antiga" vida, passada em Cascais, com os amigos de sempre, nos sítios de sempre. Vou lá sempre que posso e sempre que me apetece, porque também adoro o local onde vivo e tudo o que me pode proporcionar, em especial a mim, grande amante da Natureza - caminhadas com amigos, passeios fotográficos, BTT pelo mato... Estou a fazer o trabalho que gosto, tudo tem corrido sobre rodas, fiz novos e bons amigos (sem esquecer os de sempre, obviamente) e habituei-me a algo tão diferente daquilo a que estava habituada. Tenho vários projectos pessoais em mão, e estou feliz da vida. Não podia pedir muito mais!
Continuo a dizer: há que saber aproveitar tudo o que temos no local em que estamos. Porque hoje estou aqui, e amanhã quem sabe... O que interessa é o presente e o nosso estado de espírito ;)
Aloha